Monstros não se responsabilizam | O que é ser homem?

Imagina juntar homens que já cometeram algum tipo de violência contra mulheres em uma roda de conversa e colocar todos para refletir sobre o que os levou a agredi-las?  A Justiça brasileira tem apostado neste modelo, com a implantação de grupos reflexivos que, desde 2021, passaram a ser obrigatórios pela Lei Maria da Penha. 

Nesses encontros, homens que respondem a processos judiciais são convidados a refletir sobre gênero, masculinidade e comportamento, como forma de interromper o ciclo da violência. A proposta é entender esse homem agressor como alguém que precisa ser responsabilizado, mas também confrontado com seus próprios padrões de masculinidade.

Os resultados têm sido positivos. Um mapeamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  mostra que, entre os 498 grupos reflexivos vinculados ao Judiciário no Brasil, o índice médio de reincidência é de 4,18%. Já em cidades que não contam com essa iniciativa, o índice varia entre 30% e 45%. Esse é o tema do segundo de dez episódios da série especial “O que é ser homem”, produzida pela Mais Conteúdo, de O TEMPO. Acompanhe.



Monstros não se responsabilizam | O que é ser homem?
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